daqui para frente tudo é possível. a mudança é uma palavra pesada, dolorosa, que gasta. a mudança muda, a mudança traz luz quando se caminha nas trevas durante tempo demasiado para nos apercebermos que o sol que brilha não é luz sintética, mas treva visível.
nascemos para morrermos, e no entretanto, vivemos. do que conseguimos espremer da vida vem o hedonismo. o prazer da gargalhada, o poder da lágrima, o efeito do sorriso. as mãos dadas, os olhares cúmplices, as palavras entendidas entre sugestões carregadas de wit. aquele momento em que fomos todos e completos.
a vida é um treino para nos formarmos naquilo que já somos, que seremos, e que nunca deixaremos de ser.
hoje choro, choro muito, mas ontem ri. ri enquanto chorava. de felicidade momentânea, espontânea, viva. e embora chore, choro porque já me ri muito, choro porque já ri. choro porque a força daquele riso é proporcionalmente directa à força do choro. valeu a pena.
daqui para frente tudo é possível. eu sou possível, ainda que tudo pelo qual chore agora o deixe de o ser. mas valeu a pena.
nascemos para morrermos, e no entretanto, vivemos. e eu vivo em todos os espaços que foram meus, que são meus, e que daqui para frente serão sempre nossos.










