29 de julho de 2012

blogging as it were

não é fácil recomeçar a escrita quando nos habituámos à partilha das ideias dos outros via "share", comunicando aos outros que se partilha do mesmo gosto, sem mais nada a acrescentar.

podem as palavras parecer trôpegas, como estas aliás, embora as ideias fervilhem cá dentro.

poderia começar com um "tudo aconteceu quando", mas a vida já aconteceu há muito, e muito houve entretanto que mudou, pelo que o texto seria longo.

a vida aconteceu, é o que vos digo. tão depressa que não me deu tempo para fazer o luto ao que deixei.

larguei a permissa do plano para o futuro e vivo agora day by day, no strings attached.

Se me leva a algum lado? provávelmente não, mas leva-me ao amanhã, que antecede o dia seguinte. isso dá-me uma perspectiva menos ampla, mas mais vivida. talvez.

descolar de uma pele, para que uma nova nasça não é uma tarefa simples, mas deixa no ar uma promessa do novo.

If it scares me? Bitch, yeah!!! mas não me resta outro caminho senão este, então embora lá!


13 de maio de 2012

eu sou em todos os espaços que não são dos outros.

em todos os recantos dos meus cantos, redescubro-me.
deixei a vida viver-me, consumir-me e absorver-me e agora encontro os restos que me deixei, como migalhas de pão no bosque, e vou-me apanhando. aos poucos.

a decisão de seguir outro caminho que não o do atalho, levou-me a cortar com tudo o que considerei como certo e seguro na minha vida. cada passo que dou, rasga-se-me a pele dos pés. a dor de caminhar no sol é proporcionalmente igual à esperança de felicidade. e então caminho.

veio-me à memória o refrão de uma musica antiga, que resume em suma a sustentação da minha decisão:

...ai que ninguém volta, ao que já deixou...

2 de maio de 2012

23 de abril de 2012

dangerously closer to me

assustam-me as revisitações que me aproximam de outrora e me afastam da normalidade.




1 de abril de 2012

31 de março de 2012

eu acho que estou muito farta de ser meiga. de dizer que sim. de consentir o que não quero. de não dizer que não. definitivamente não.

eu acho também que que me ando a desgostar demasiado.

eu acho que preciso que me gostem. e que mostrem. na carne.

eu acho que preciso de beber.

...

I think facebook killed the blogger

aquele momento

que se foda

11 de março de 2012

eu fui

não ao Rock in Rio, mas ao "yes I do dinner party" do meu pirii boy.

e atendendo ao facto de estar a meia hora de viagem de avião do local do jantar, consegui estar em dois sítios aos mesmo tempo.

Fringe that!

5 de março de 2012

e-CU-acção

aquele "epá, deslarga-me" momento quando já se te esgotaram as palavras de conforto para os outros + aquele "que se foda" momento, quando só tu sabes o que sentes e não tens pachorra para estar sempre a explicar a mesma coisa = o dia de hoje.


fuck you very much

22 de fevereiro de 2012

20 de fevereiro de 2012

and then came the day

assim de repente, sem mais nem ontem, está-se a chegar o dia.
e eu, que devo ter conta em débito com o karma, apanho uma daquelas carraspanas de caixão à cova e ando há dois dias a alucinar com misturas de Ilvico e Brufen, mais um mix de xarope para a tosse e anti-inflamatório.

vai-te embora OH CÃO!

16 de fevereiro de 2012

12 de fevereiro de 2012

festa de trintões - refle(c)te

Perdoem-me os meus amigos de São Miguel, mas a Terceira tem uma predisposição à festarola como não há igual nos magníficos ilhéus.

Ontem fui a uma festa organizada por antigos colegas de liceu, cujo tema era precisamente as festas de garagem que íamos há 20 anos atrás. O belo som dos 80, early 90 a bombar, caras conhecidas, cerveja na mão e bora abanar o esqueleto e cantar refrões dos musicois - lindo!


E o mais giro de tudo é que, mesmo passados 20 anos, as pessoas continuam a agruparem-se da mesma maneira, com as mesmas pessoas...vintage till the end...até parecia uma encenação de época...louvade.

eu e comadre Su festejámos ontem o dia das comadres e aquela foi a festa perfeita para o fazermos.

we still rock a party, babe!

Snap! - Oops up

Snap - The power

Salt-N-Pepa - Let's Talk About Sex

2 de fevereiro de 2012

oh amigo cão? voltaste?

Estava um lindo dia de sol e, naquele fim de tarde luminoso, nada parecia mais acertado do que lavar o carro e deixá-lo num brinco para a chegada do meu mais que tudo. ( a bem dizer era mais naquela de ele perceber que eu tratava bem do carro e tal e coiso...)

cheguei a casa e comecei os preparativos para o car-wash. como havia estacionado o carro um pouco afastado do sítio da mangueira, resolvi chegá-lo mais para a frente. A minha cria brincava ali perto e, num rasgo de "mãe porreira e divertida" chamei-o para que se sentasse no banco do condutor comigo e fingisse que levava o carro aquele metro que faltava.

criança entra e eu, que naquele momento devia-me estar a dar um aneurisma muito grave, resolvi explicar-lhe a técnica "embraiagem/mudança/acelerador" para fazer o carro deslizar aquele espacinho que faltava.

(pequena nota à laia de cenário: a 2 m do carro fica a fantástica zona de relva da casa dos meus pais, impecavelmente separada por um degrau e uma cerca de metal verde e fronteada por 2 canteiros rectangulares em madeira)

ora...




a expressão "hit the gas" nunca teve tão rápida concretização.




(awkward moment of silent here)



a imagem do meu carro half way trough the lawn com a cerca em modo de "asas" e os canteiros virados para a casa do carai vai-me perseguir para todo o sempre...



não sei se mencionei que o meu mais que tudo chega amanhã...