ENTRE OS HOMENS DAS CAVERNAS E O PROJECTO HUMANO EXISTEM UNS SERES INTERMÉDIOS QUE SOMOS PRECISAMENTE NÓS.
16 de janeiro de 2013
3 de dezembro de 2012
tu benze-te
Em modo "I could care less", atravessava eu uma passadeira, daquelas bem largas, quando vi pelo canto do olho o carro que se aproximava. Contei com a aproximação, e com o facto de eu ser bem grande, bem alta, (bem gira), e de ter um casaco com um qb de vistoso, e de o condutor começar a abrandar. mas não...
o carro aproximava-se e eu, mantendo o meu passo firme, fui vigiando o dito pelo canto do olho, até a mancha amarelo canário se aproximar dangerously do meu corpinho. dei um salto histérico, enquanto arqueava o corpo e quando senti o carro parar à beira dos meus joelhos, olhei para o condutor e berrei-lhe com um "Mas tás parva, melher?!!!!" enquanto lhe mostrava o incrível tom de rosa choque do meu midle finger...
depois da cena em plena rua principal da cidade património, cruzo-me com um senhor muito bem apessoado que vira a cena toda e me entrega um flyer onde se lê:
o carro aproximava-se e eu, mantendo o meu passo firme, fui vigiando o dito pelo canto do olho, até a mancha amarelo canário se aproximar dangerously do meu corpinho. dei um salto histérico, enquanto arqueava o corpo e quando senti o carro parar à beira dos meus joelhos, olhei para o condutor e berrei-lhe com um "Mas tás parva, melher?!!!!" enquanto lhe mostrava o incrível tom de rosa choque do meu midle finger...
depois da cena em plena rua principal da cidade património, cruzo-me com um senhor muito bem apessoado que vira a cena toda e me entrega um flyer onde se lê:
GRANDE MESTRE FATI
ASTRÓLOGO/ESPIRITUALISTA
(curriculum aqui)
Especializado em casos difícieis
2 de dezembro de 2012
face-less, write-more
o fb matou-me a blogger, ou pelo menos tentou. eu,a blogger, gaja resistente e com tendência ao anonimato, sucumbiu temporáriamente aos encantos do livro de caras, mas regressou.
agora que aqui estou, e já relidos que foram as centenas de post aqui publicados, reencontro-me com a tipa que escrevia isto - de uma maneira às vezes singela, é verdade, mas mesmo assim toda lá - e a única reacção foi dizer-lhe "Olá!".
- Olá, eu! estás bem? Não te via há séculos! sabes das últimas? hum? - pregunto-lhe eu, a do livro das caras, a histérica das fotos pseudo-egocentricas, com ares de artista.
a outra não mes responde. acena-me com a cabeça e desconversa - "sabes que o Pirii fez anos ontem? fizeste-lhe algum post?"
- ...hum? ai tu espera-me aí, que eu acho que deixei sopa ao lume!...tu espera-me..." - e fujo!
.................................................................................................................................................................
depois deste momento sem nexo, regresso com mais inutilidades. pode é não ser hoje...
agora que aqui estou, e já relidos que foram as centenas de post aqui publicados, reencontro-me com a tipa que escrevia isto - de uma maneira às vezes singela, é verdade, mas mesmo assim toda lá - e a única reacção foi dizer-lhe "Olá!".
- Olá, eu! estás bem? Não te via há séculos! sabes das últimas? hum? - pregunto-lhe eu, a do livro das caras, a histérica das fotos pseudo-egocentricas, com ares de artista.
a outra não mes responde. acena-me com a cabeça e desconversa - "sabes que o Pirii fez anos ontem? fizeste-lhe algum post?"
- ...hum? ai tu espera-me aí, que eu acho que deixei sopa ao lume!...tu espera-me..." - e fujo!
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depois deste momento sem nexo, regresso com mais inutilidades. pode é não ser hoje...
6 de novembro de 2012
10 de outubro de 2012
entre-tempos
às vezes penso que estou de férias da minha vida.
depois olho à volta e lembro-me que a minha vida está algures, guardada num caixote, à espera.
depois olho à volta e lembro-me que a minha vida está algures, guardada num caixote, à espera.
25 de agosto de 2012
24 de agosto de 2012
22 de agosto de 2012
aviso à navegação Pirilândia...
Avisam-se todos os passageiros (tipo 1) que a moderação de palavras poderá ocorrer. pricipitação abundante de check and double check das ditas também.
you have been warned.
(depois nã te queixes, oh parva!)
you have been warned.
(depois nã te queixes, oh parva!)
19 de agosto de 2012
16 de agosto de 2012
a rapariga
devia mudar o nome deste blog para quaseaosquarentanoilheu...
foda-se.
(pode-se dizer foda-se neste blog?...ai espera! pode-se. esta merda é minha e eu faço o que quero!)
(...faço o que eu quero e durmo com quem me apetece...lálálá...o que eu quero...lálá...e tal)
foda-se.
(pode-se dizer foda-se neste blog?...ai espera! pode-se. esta merda é minha e eu faço o que quero!)
(...faço o que eu quero e durmo com quem me apetece...lálálá...o que eu quero...lálá...e tal)
29 de julho de 2012
blogging as it were
não é fácil recomeçar a escrita quando nos habituámos à partilha das ideias dos outros via "share", comunicando aos outros que se partilha do mesmo gosto, sem mais nada a acrescentar.
podem as palavras parecer trôpegas, como estas aliás, embora as ideias fervilhem cá dentro.
poderia começar com um "tudo aconteceu quando", mas a vida já aconteceu há muito, e muito houve entretanto que mudou, pelo que o texto seria longo.
a vida aconteceu, é o que vos digo. tão depressa que não me deu tempo para fazer o luto ao que deixei.
larguei a permissa do plano para o futuro e vivo agora day by day, no strings attached.
Se me leva a algum lado? provávelmente não, mas leva-me ao amanhã, que antecede o dia seguinte. isso dá-me uma perspectiva menos ampla, mas mais vivida. talvez.
descolar de uma pele, para que uma nova nasça não é uma tarefa simples, mas deixa no ar uma promessa do novo.
If it scares me? Bitch, yeah!!! mas não me resta outro caminho senão este, então embora lá!
3 de junho de 2012
13 de maio de 2012
eu sou em todos os espaços que não são dos outros.
em todos os recantos dos meus cantos, redescubro-me.
deixei a vida viver-me, consumir-me e absorver-me e agora encontro os restos que me deixei, como migalhas de pão no bosque, e vou-me apanhando. aos poucos.
a decisão de seguir outro caminho que não o do atalho, levou-me a cortar com tudo o que considerei como certo e seguro na minha vida. cada passo que dou, rasga-se-me a pele dos pés. a dor de caminhar no sol é proporcionalmente igual à esperança de felicidade. e então caminho.
veio-me à memória o refrão de uma musica antiga, que resume em suma a sustentação da minha decisão:
...ai que ninguém volta, ao que já deixou...
deixei a vida viver-me, consumir-me e absorver-me e agora encontro os restos que me deixei, como migalhas de pão no bosque, e vou-me apanhando. aos poucos.
a decisão de seguir outro caminho que não o do atalho, levou-me a cortar com tudo o que considerei como certo e seguro na minha vida. cada passo que dou, rasga-se-me a pele dos pés. a dor de caminhar no sol é proporcionalmente igual à esperança de felicidade. e então caminho.
veio-me à memória o refrão de uma musica antiga, que resume em suma a sustentação da minha decisão:
...ai que ninguém volta, ao que já deixou...
2 de maio de 2012
23 de abril de 2012
dangerously closer to me
assustam-me as revisitações que me aproximam de outrora e me afastam da normalidade.
1 de abril de 2012
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