voltar ao silêncio do blog.
o facebook tem muito ruído...
ENTRE OS HOMENS DAS CAVERNAS E O PROJECTO HUMANO EXISTEM UNS SERES INTERMÉDIOS QUE SOMOS PRECISAMENTE NÓS.
13 de maio de 2013
9 de maio de 2013
entre todos os tempos
deambular pelos registos deste blog, passear por anos passados, por momentos revividos. voltar a sentir o que se sentiu, reler o que foi dito, acenar que sim com a cabeça, que valeu a pena, que tudo valeu a pena, que a alma nunca foi pequena.
descobrir que a vida te guiou num sentido único, com desvios à direita, e à esquerda, mas que te orientou num percurso exato, construtivo, repleto de sensações que, sendo únicas, foram para sempre; e que as levarás contigo, para onde fores, quando fores...
8 de maio de 2013
not all those who wonder are lost
não somos nós que trilhamos o caminho, é caminho que nos trilha a nós.
28 de abril de 2013
23 de abril de 2013
18 de abril de 2013
A THOUSAND KISSES DEEP
Listen or download That's What I Heard You Say for free on Prostopleer
Leonard Cohen ou como as palavras podem ser sensuais
17 de abril de 2013
12 de abril de 2013
porque é giro copiar a letra duma musica e fingir que é nossa...às vezes
ignore everybody else
we're alone now
so show me why you're strong
be the girl you love
so show where you fail
wait
so show me why you're strong
ignore everybody else
we're alone now
away
show me where you fail
I think Blogger killed facebook(her)
10 de abril de 2013
9 de abril de 2013
Eugénio de Andrade, porque...
Corpo Habitado
Corpo num horizonte de água,
corpo aberto
à lenta embriaguez dos dedos,
corpo defendido
pelo fulgor das maçãs,
rendido de colina em colina,
corpo amorosamente humedecido
pelo sol dócil da língua.
Corpo com gosto a erva rasa
de secreto jardim,
corpo onde entro em casa,
corpo onde me deito
para sugar o silêncio,
ouvir
o rumor das espigas,
respirar
a doçura escuríssima das silvas.
Corpo de mil bocas,
e todas fulvas de alegria,
todas para sorver,
todas para morder até que um grito
irrompa das entranhas,
e suba às torres,
e suplique um punhal.
Corpo para entregar às lágrimas.
Corpo para morrer.
Corpo para beber até ao fim -
meu oceano breve
e branco,
minha secreta embarcação,
meu vento favorável,
minha vária, sempre incerta
navegação.
Eugéno de Andrade, porque me apetece
Deixa a mão
caminhar
perder o alento
até onde se não respira.
Deixa a mão
errar
sobre a cintura
apenas conivente
com nácar da língua.
Só um grito desde o chão
pode fulminá-la.
A morte
não é um segredo
não é em nós um jardim de areia.
De noite
no silêncio baço dos espelhos
um homem
pode trazer a morte pela mão.
Vou ensinar-te como se reconhece
repara
é ainda um rapaz
não acaba de crescer
nos ombros
a luz
desatada
a fulva
lucidez dos flancos.
A boca sobre a boca nevava.
caminhar
perder o alento
até onde se não respira.
Deixa a mão
errar
sobre a cintura
apenas conivente
com nácar da língua.
Só um grito desde o chão
pode fulminá-la.
A morte
não é um segredo
não é em nós um jardim de areia.
De noite
no silêncio baço dos espelhos
um homem
pode trazer a morte pela mão.
Vou ensinar-te como se reconhece
repara
é ainda um rapaz
não acaba de crescer
nos ombros
a luz
desatada
a fulva
lucidez dos flancos.
A boca sobre a boca nevava.
7 de abril de 2013
re-viver
aquela canção fala-me. canta o que fui. embala-me, carrega-me para o mar, e engole-me...
aquele peso foi-me lavantado...carrega-me para o mar, engole-me...
...e conforta-me.
aquele peso foi-me lavantado...carrega-me para o mar, engole-me...
...e conforta-me.
5 de abril de 2013
28 de março de 2013
não os sei, e sei-os bem
escrevinhar o momento. é das coisas mais dificeis, ouvir o que a alma nos diz e colocar de imediato em palavras escritas, em palavras vistas.
a conversa com o Eu é rápida, antevem-se as respostas, concordam-se com as evidências. foi-se. esqueceu-se o que foi agora mesmo ouvido, lá dentro e baixinho.
...não fui a tempo de as anotar.
tenho restos de conversas soltas, um aqui e ali de bocados de pensamentos (que boiam lentos...). era colá-los a todos e ver o que dali saíria - amálgamas de gargalhadas, lágrimas e gritos...uma mixórdia sem nexo.
gostava de me poder ouvir em silêncio... um dia. e anotar tudo e de um tudo, para quando for velhinha reler e perceber se por aqui vivi, ou por aqui andei...
17 de março de 2013
Francisca
Foram 15 anos.
Não se escrevem obituários para animais. Não é costume, não é hábito. Não é normal. Escrevem-se para humanos, para familiares, para amigos e conhecidos, para amores nunca mais esquecidos.
Escreve-se pela saudade, escreve-se pela falta, pelo desgosto e pelo consolo de ver lido o que a dor consome cá dentro. Encontra-se conforto na partilha daquela emoção que achamos só nossa, sem igual. Porque só nós sofremos. A dor é egoísta.
Eu quero escrever pela minha amiga, que é uma gata, que foi uma constante na minha vida. A única constante. E baralho-me nos tempos verbais, porque foi, e já não é mais. Porque é, nas memórias que andarão sempre comigo.
A Francisca morreu. O cancro, e a velhice que a enfraqueceu, roubaram da minha vida a minha companheira de 15 anos. Conheceu-me as tristezas, as alegrias, os bons e os maus momentos, e com a fidelidade de um cão, lambia-me as lágrimas e ronronava-me baixinho aos ouvidos. Viu nascer o meu filho, e foi guardiã dos seus sonos. Cheirava a pó de talco, caminhava com confiança, tinha mau feitio, mas doce para quem gostava. O meu filho chamava-a de irmã, porque eu lhe dizia que ela era a minha mais velha.
Veio comigo de Lisboa para a insularidade, de ilha em ilha, foi e regressou comigo. Habituou-se às mudanças, porque me tinha por perto, e eu sentia-me segura, porque ela era a minha referência de vida independente.
Ontem foi descansar. Cansada do cancro que a derrotou, fui encontrar a Francisca à chuva, isolada. Agachada, e de olhar baço, deixou-me pegá-la e aceitou o colo - ela não era de meiguices, nem de ronhas melosas. Encostou o focinho ao meu rosto e lambeu-me as lágrimas. Ficámos sentadas as duas, abraçadas. Ela sabia, e eu também, que tinha chegado a hora de dizermos adeus.
Acompanhei-a até ao fim, e enquanto o coraçãozito dela ia parando. E depois mais nada.
Dizem que é a decisão mais correta, o mais humano, de terminar a dor, de dar descanso. É também a mais dificil, porque a dor é egoista.
A Francisca era uma gata, mas era também a minha melhor amiga.
4 de fevereiro de 2013
16 de janeiro de 2013
3 de dezembro de 2012
tu benze-te
Em modo "I could care less", atravessava eu uma passadeira, daquelas bem largas, quando vi pelo canto do olho o carro que se aproximava. Contei com a aproximação, e com o facto de eu ser bem grande, bem alta, (bem gira), e de ter um casaco com um qb de vistoso, e de o condutor começar a abrandar. mas não...
o carro aproximava-se e eu, mantendo o meu passo firme, fui vigiando o dito pelo canto do olho, até a mancha amarelo canário se aproximar dangerously do meu corpinho. dei um salto histérico, enquanto arqueava o corpo e quando senti o carro parar à beira dos meus joelhos, olhei para o condutor e berrei-lhe com um "Mas tás parva, melher?!!!!" enquanto lhe mostrava o incrível tom de rosa choque do meu midle finger...
depois da cena em plena rua principal da cidade património, cruzo-me com um senhor muito bem apessoado que vira a cena toda e me entrega um flyer onde se lê:
o carro aproximava-se e eu, mantendo o meu passo firme, fui vigiando o dito pelo canto do olho, até a mancha amarelo canário se aproximar dangerously do meu corpinho. dei um salto histérico, enquanto arqueava o corpo e quando senti o carro parar à beira dos meus joelhos, olhei para o condutor e berrei-lhe com um "Mas tás parva, melher?!!!!" enquanto lhe mostrava o incrível tom de rosa choque do meu midle finger...
depois da cena em plena rua principal da cidade património, cruzo-me com um senhor muito bem apessoado que vira a cena toda e me entrega um flyer onde se lê:
GRANDE MESTRE FATI
ASTRÓLOGO/ESPIRITUALISTA
(curriculum aqui)
Especializado em casos difícieis
2 de dezembro de 2012
face-less, write-more
o fb matou-me a blogger, ou pelo menos tentou. eu,a blogger, gaja resistente e com tendência ao anonimato, sucumbiu temporáriamente aos encantos do livro de caras, mas regressou.
agora que aqui estou, e já relidos que foram as centenas de post aqui publicados, reencontro-me com a tipa que escrevia isto - de uma maneira às vezes singela, é verdade, mas mesmo assim toda lá - e a única reacção foi dizer-lhe "Olá!".
- Olá, eu! estás bem? Não te via há séculos! sabes das últimas? hum? - pregunto-lhe eu, a do livro das caras, a histérica das fotos pseudo-egocentricas, com ares de artista.
a outra não mes responde. acena-me com a cabeça e desconversa - "sabes que o Pirii fez anos ontem? fizeste-lhe algum post?"
- ...hum? ai tu espera-me aí, que eu acho que deixei sopa ao lume!...tu espera-me..." - e fujo!
.................................................................................................................................................................
depois deste momento sem nexo, regresso com mais inutilidades. pode é não ser hoje...
agora que aqui estou, e já relidos que foram as centenas de post aqui publicados, reencontro-me com a tipa que escrevia isto - de uma maneira às vezes singela, é verdade, mas mesmo assim toda lá - e a única reacção foi dizer-lhe "Olá!".
- Olá, eu! estás bem? Não te via há séculos! sabes das últimas? hum? - pregunto-lhe eu, a do livro das caras, a histérica das fotos pseudo-egocentricas, com ares de artista.
a outra não mes responde. acena-me com a cabeça e desconversa - "sabes que o Pirii fez anos ontem? fizeste-lhe algum post?"
- ...hum? ai tu espera-me aí, que eu acho que deixei sopa ao lume!...tu espera-me..." - e fujo!
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depois deste momento sem nexo, regresso com mais inutilidades. pode é não ser hoje...
6 de novembro de 2012
10 de outubro de 2012
entre-tempos
às vezes penso que estou de férias da minha vida.
depois olho à volta e lembro-me que a minha vida está algures, guardada num caixote, à espera.
depois olho à volta e lembro-me que a minha vida está algures, guardada num caixote, à espera.
25 de agosto de 2012
24 de agosto de 2012
22 de agosto de 2012
aviso à navegação Pirilândia...
Avisam-se todos os passageiros (tipo 1) que a moderação de palavras poderá ocorrer. pricipitação abundante de check and double check das ditas também.
you have been warned.
(depois nã te queixes, oh parva!)
you have been warned.
(depois nã te queixes, oh parva!)
19 de agosto de 2012
16 de agosto de 2012
a rapariga
devia mudar o nome deste blog para quaseaosquarentanoilheu...
foda-se.
(pode-se dizer foda-se neste blog?...ai espera! pode-se. esta merda é minha e eu faço o que quero!)
(...faço o que eu quero e durmo com quem me apetece...lálálá...o que eu quero...lálá...e tal)
foda-se.
(pode-se dizer foda-se neste blog?...ai espera! pode-se. esta merda é minha e eu faço o que quero!)
(...faço o que eu quero e durmo com quem me apetece...lálálá...o que eu quero...lálá...e tal)
29 de julho de 2012
blogging as it were
não é fácil recomeçar a escrita quando nos habituámos à partilha das ideias dos outros via "share", comunicando aos outros que se partilha do mesmo gosto, sem mais nada a acrescentar.
podem as palavras parecer trôpegas, como estas aliás, embora as ideias fervilhem cá dentro.
poderia começar com um "tudo aconteceu quando", mas a vida já aconteceu há muito, e muito houve entretanto que mudou, pelo que o texto seria longo.
a vida aconteceu, é o que vos digo. tão depressa que não me deu tempo para fazer o luto ao que deixei.
larguei a permissa do plano para o futuro e vivo agora day by day, no strings attached.
Se me leva a algum lado? provávelmente não, mas leva-me ao amanhã, que antecede o dia seguinte. isso dá-me uma perspectiva menos ampla, mas mais vivida. talvez.
descolar de uma pele, para que uma nova nasça não é uma tarefa simples, mas deixa no ar uma promessa do novo.
If it scares me? Bitch, yeah!!! mas não me resta outro caminho senão este, então embora lá!
3 de junho de 2012
13 de maio de 2012
eu sou em todos os espaços que não são dos outros.
em todos os recantos dos meus cantos, redescubro-me.
deixei a vida viver-me, consumir-me e absorver-me e agora encontro os restos que me deixei, como migalhas de pão no bosque, e vou-me apanhando. aos poucos.
a decisão de seguir outro caminho que não o do atalho, levou-me a cortar com tudo o que considerei como certo e seguro na minha vida. cada passo que dou, rasga-se-me a pele dos pés. a dor de caminhar no sol é proporcionalmente igual à esperança de felicidade. e então caminho.
veio-me à memória o refrão de uma musica antiga, que resume em suma a sustentação da minha decisão:
...ai que ninguém volta, ao que já deixou...
deixei a vida viver-me, consumir-me e absorver-me e agora encontro os restos que me deixei, como migalhas de pão no bosque, e vou-me apanhando. aos poucos.
a decisão de seguir outro caminho que não o do atalho, levou-me a cortar com tudo o que considerei como certo e seguro na minha vida. cada passo que dou, rasga-se-me a pele dos pés. a dor de caminhar no sol é proporcionalmente igual à esperança de felicidade. e então caminho.
veio-me à memória o refrão de uma musica antiga, que resume em suma a sustentação da minha decisão:
...ai que ninguém volta, ao que já deixou...
2 de maio de 2012
23 de abril de 2012
dangerously closer to me
assustam-me as revisitações que me aproximam de outrora e me afastam da normalidade.
1 de abril de 2012
31 de março de 2012
11 de março de 2012
eu fui
não ao Rock in Rio, mas ao "yes I do dinner party" do meu pirii boy.
e atendendo ao facto de estar a meia hora de viagem de avião do local do jantar, consegui estar em dois sítios aos mesmo tempo.
Fringe that!
e atendendo ao facto de estar a meia hora de viagem de avião do local do jantar, consegui estar em dois sítios aos mesmo tempo.
Fringe that!
5 de março de 2012
e-CU-acção
aquele "epá, deslarga-me" momento quando já se te esgotaram as palavras de conforto para os outros + aquele "que se foda" momento, quando só tu sabes o que sentes e não tens pachorra para estar sempre a explicar a mesma coisa = o dia de hoje.
fuck you very much
fuck you very much
27 de fevereiro de 2012
22 de fevereiro de 2012
20 de fevereiro de 2012
and then came the day
assim de repente, sem mais nem ontem, está-se a chegar o dia.
e eu, que devo ter conta em débito com o karma, apanho uma daquelas carraspanas de caixão à cova e ando há dois dias a alucinar com misturas de Ilvico e Brufen, mais um mix de xarope para a tosse e anti-inflamatório.
vai-te embora OH CÃO!
16 de fevereiro de 2012
12 de fevereiro de 2012
festa de trintões - refle(c)te
Perdoem-me os meus amigos de São Miguel, mas a Terceira tem uma predisposição à festarola como não há igual nos magníficos ilhéus.
Ontem fui a uma festa organizada por antigos colegas de liceu, cujo tema era precisamente as festas de garagem que íamos há 20 anos atrás. O belo som dos 80, early 90 a bombar, caras conhecidas, cerveja na mão e bora abanar o esqueleto e cantar refrões dos musicois - lindo!
E o mais giro de tudo é que, mesmo passados 20 anos, as pessoas continuam a agruparem-se da mesma maneira, com as mesmas pessoas...vintage till the end...até parecia uma encenação de época...louvade.
eu e comadre Su festejámos ontem o dia das comadres e aquela foi a festa perfeita para o fazermos.
we still rock a party, babe!
Ontem fui a uma festa organizada por antigos colegas de liceu, cujo tema era precisamente as festas de garagem que íamos há 20 anos atrás. O belo som dos 80, early 90 a bombar, caras conhecidas, cerveja na mão e bora abanar o esqueleto e cantar refrões dos musicois - lindo!
E o mais giro de tudo é que, mesmo passados 20 anos, as pessoas continuam a agruparem-se da mesma maneira, com as mesmas pessoas...vintage till the end...até parecia uma encenação de época...louvade.
eu e comadre Su festejámos ontem o dia das comadres e aquela foi a festa perfeita para o fazermos.
we still rock a party, babe!
2 de fevereiro de 2012
oh amigo cão? voltaste?
Estava um lindo dia de sol e, naquele fim de tarde luminoso, nada parecia mais acertado do que lavar o carro e deixá-lo num brinco para a chegada do meu mais que tudo. ( a bem dizer era mais naquela de ele perceber que eu tratava bem do carro e tal e coiso...)
cheguei a casa e comecei os preparativos para o car-wash. como havia estacionado o carro um pouco afastado do sítio da mangueira, resolvi chegá-lo mais para a frente. A minha cria brincava ali perto e, num rasgo de "mãe porreira e divertida" chamei-o para que se sentasse no banco do condutor comigo e fingisse que levava o carro aquele metro que faltava.
criança entra e eu, que naquele momento devia-me estar a dar um aneurisma muito grave, resolvi explicar-lhe a técnica "embraiagem/mudança/acelerador" para fazer o carro deslizar aquele espacinho que faltava.
(pequena nota à laia de cenário: a 2 m do carro fica a fantástica zona de relva da casa dos meus pais, impecavelmente separada por um degrau e uma cerca de metal verde e fronteada por 2 canteiros rectangulares em madeira)
ora...
a expressão "hit the gas" nunca teve tão rápida concretização.
(awkward moment of silent here)
a imagem do meu carro half way trough the lawn com a cerca em modo de "asas" e os canteiros virados para a casa do carai vai-me perseguir para todo o sempre...
não sei se mencionei que o meu mais que tudo chega amanhã...
cheguei a casa e comecei os preparativos para o car-wash. como havia estacionado o carro um pouco afastado do sítio da mangueira, resolvi chegá-lo mais para a frente. A minha cria brincava ali perto e, num rasgo de "mãe porreira e divertida" chamei-o para que se sentasse no banco do condutor comigo e fingisse que levava o carro aquele metro que faltava.
criança entra e eu, que naquele momento devia-me estar a dar um aneurisma muito grave, resolvi explicar-lhe a técnica "embraiagem/mudança/acelerador" para fazer o carro deslizar aquele espacinho que faltava.
(pequena nota à laia de cenário: a 2 m do carro fica a fantástica zona de relva da casa dos meus pais, impecavelmente separada por um degrau e uma cerca de metal verde e fronteada por 2 canteiros rectangulares em madeira)
ora...
a expressão "hit the gas" nunca teve tão rápida concretização.
(awkward moment of silent here)
a imagem do meu carro half way trough the lawn com a cerca em modo de "asas" e os canteiros virados para a casa do carai vai-me perseguir para todo o sempre...
não sei se mencionei que o meu mais que tudo chega amanhã...
26 de janeiro de 2012
aqui
Importemo-nos apenas com o lugar onde estamos.
Há beleza bastante em estar aqui e não noutra parte qualquer.
[...]
Se nós tivermos que chegar lá, quando lá chegarmos saberemos.
Por hora só sabemos que lá não estamos.
Aqui há só a estrada antes da curva, e antes da curva,
Há a estrada sem curva nenhuma.
Alberto Caeiro (Para Além da Curva da Estrada)
Há beleza bastante em estar aqui e não noutra parte qualquer.
[...]
Se nós tivermos que chegar lá, quando lá chegarmos saberemos.
Por hora só sabemos que lá não estamos.
Aqui há só a estrada antes da curva, e antes da curva,
Há a estrada sem curva nenhuma.
Alberto Caeiro (Para Além da Curva da Estrada)
à minha amiga Pati.
partilhar a dor dos que nos são queridos é dividir as lágrimas por muitos.
assim talvez não doa tanto, ou talvez nos doa a todos mas já não pese tanto.
hasta siempre Dani
assim talvez não doa tanto, ou talvez nos doa a todos mas já não pese tanto.
hasta siempre Dani
22 de janeiro de 2012
15 de janeiro de 2012
5 de janeiro de 2012
1 de janeiro de 2012
31 de dezembro de 2011
quase!
5
4
3
2
1.5
1
feliz ano novo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
como estou no ilhéu, vou esperar mais uma hora para poder abrir o borbulhante e comer as passas
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2
1.5
1
feliz ano novo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
como estou no ilhéu, vou esperar mais uma hora para poder abrir o borbulhante e comer as passas
30 de dezembro de 2011
lost
e convencer-me que não estou de férias? hum?
a bem da verdade, estou, mas não estou...
...I'm so lost...
a bem da verdade, estou, mas não estou...
...I'm so lost...
24 de dezembro de 2011
@home
é estranho voltar a uma casa que foi minha durante muitos anos, mas que há quase 20 que já não o é.
mais estranho é o facto de estar exactamente no mesmo quarto onde há precisamente 20 fiz planos para não voltar.
mais estranho é o facto de estar exactamente no mesmo quarto onde há precisamente 20 fiz planos para não voltar.
23 de dezembro de 2011
winter is coming
são 2.27 da manhã da última noite em que vou dormir nesta casa. não me apetece fechar os olhos, desperdiçar a dormir o conforto destas paredes, desta vida insular, do sotaque deste ilhéu. não me apetece dormir para acordar no dia em que me vou embora. hoje foi tudo tão definitivo.
despedir-me das pessoas tem sido uma constante na minha vida e agora, nos meus 37 anos de vida, não me apetecia repetir o acto. a dor é mais real, mais vivida.
adoro-vos, levo-vos comigo para onde for e não vos esquecerei.
até ao meu regresso, quando o for.
despedir-me das pessoas tem sido uma constante na minha vida e agora, nos meus 37 anos de vida, não me apetecia repetir o acto. a dor é mais real, mais vivida.
adoro-vos, levo-vos comigo para onde for e não vos esquecerei.
até ao meu regresso, quando o for.
22 de dezembro de 2011
17 de dezembro de 2011
At the end of this road I can see light
em tempos que agora nem recordo, ainda teenager mas já com apetências para os debates filosóficos e existenciais, conversava com uma amiga - de iguais apetências - sobre se a vida seria uma linha recta ou uma linha curva.
À data, acreditava que a vida se desenrolava numa linha curva que nos obrigava a voltar aquele ponto em particular para corrigir o erro, e depois continuar. A minha amiga achava que era uma linha recta, que caminhávamos sempre para a frente, sem olhar para trás.
À data, acreditava que a vida se desenrolava numa linha curva que nos obrigava a voltar aquele ponto em particular para corrigir o erro, e depois continuar. A minha amiga achava que era uma linha recta, que caminhávamos sempre para a frente, sem olhar para trás.
Hoje, na perspectiva de um retorno, realizo que caminhei numa linha recta durante um determinado período até que avistei uma curva. Ao princípio pareceu-me de 180º, mas agora que me aproximo da esquina vejo que tem apenas uma inclinação de 170º, só o suficiente para que retorne a um determinado ponto, me reveja, e retorne ao caminho certo.
Caminhamos em frente, sempre em frente; acompanhamos a curva da estrada, fazemos um ligeiro U-turn, mas se estivermos atentos, não perdemos o rumo.
a vida encaminha-nos, e a nós, resta-nos caminhá-la.
todos os passos são preciosos para o fim que queremos alcançar.
13 de dezembro de 2011
lisboa
Este video é sobre a minha cidade, a minha terra. Há quem acredite, e eu também, que a nossa casa é onde penduramos o nosso chapéu. Por enquanto a minha casa é na insularidade - e gosto, muito - mas a minha terra é onde a alma é cantada pelo fado. A "atriz" deste homemade video é uma das minhas melhores amigas que, como eu, vive fora da sua terra. no fim, todos temos o fado.
8 de dezembro de 2011
7 de dezembro de 2011
a tale of two cities
It was the best of times, it was the worst of times, it was the age of
wisdom, it was the age of foolishness, it was the epoch of belief, it
was the epoch of incredulity, it was the season of Light, it was the
season of Darkness, it was the spring of hope, it was the winter of
despair, we had everything before us, we had nothing before us...
Dickens, Charles
Dickens, Charles
2 de dezembro de 2011
At the end of this doorway there's light
daqui para frente tudo é possível. a mudança é uma palavra pesada, dolorosa, que gasta. a mudança muda, a mudança traz luz quando se caminha nas trevas durante tempo demasiado para nos apercebermos que o sol que brilha não é luz sintética, mas treva visível.
nascemos para morrermos, e no entretanto, vivemos. do que conseguimos espremer da vida vem o hedonismo. o prazer da gargalhada, o poder da lágrima, o efeito do sorriso. as mãos dadas, os olhares cúmplices, as palavras entendidas entre sugestões carregadas de wit. aquele momento em que fomos todos e completos.
a vida é um treino para nos formarmos naquilo que já somos, que seremos, e que nunca deixaremos de ser.
hoje choro, choro muito, mas ontem ri. ri enquanto chorava. de felicidade momentânea, espontânea, viva. e embora chore, choro porque já me ri muito, choro porque já ri. choro porque a força daquele riso é proporcionalmente directa à força do choro. valeu a pena.
daqui para frente tudo é possível. eu sou possível, ainda que tudo pelo qual chore agora o deixe de o ser. mas valeu a pena.
nascemos para morrermos, e no entretanto, vivemos. e eu vivo em todos os espaços que foram meus, que são meus, e que daqui para frente serão sempre nossos.
30 de novembro de 2011
29 de novembro de 2011
from dusk till dawn
levantei-me era de noite, e quando me deitar será já de noite.
acho que sou um vampiro.
(a xepa-vamp)
acho que sou um vampiro.
(a xepa-vamp)
27 de novembro de 2011
amigos benfiquistas
embora pareça que tenho mau perder, ou que sou complacente com o que aconteceu ontem na vossa gaiol...perdão, estádio, facto é que, assim que ouvi a notícia da ..."iluminação" extra no vosso recinto, veio-me à lembrança este musicol.
e porque eu (não) sou uma pessoa meiga, quis partilhar o momento...coff coff
24 de novembro de 2011
23 de novembro de 2011
wait
Send your dreams
Where nobody hides
Give your tears
To the tide
(there is) No Time
No Time
There's no end
There is no goodbye
Disappear
With the night
No Time
No Time
M83
Where nobody hides
Give your tears
To the tide
(there is) No Time
No Time
There's no end
There is no goodbye
Disappear
With the night
No Time
No Time
M83
this is it and nothing more
há uma estranha reacção quando misturamos wiskey de 40 anos e erva. focalizamos a vida com uma frieza do caralho e não estranhamos a certeza de que tudo se resolverá.
dê por onde der.
dê por onde der.
hedionism(o)
hedonê
será o prazer o bem supremo da vida? Aristipo dizia que sim, mas o que é que ele sabe? está morto. o grego.
a modernidade atribui ao termo uma conotação decadente, mas se pensarmos, não será o prazer a busca eterna da humanidade?
qual será o termo para quando não se atinge esse patamar hediónico?...
are we not a vessel?
será o prazer o bem supremo da vida? Aristipo dizia que sim, mas o que é que ele sabe? está morto. o grego.
a modernidade atribui ao termo uma conotação decadente, mas se pensarmos, não será o prazer a busca eterna da humanidade?
qual será o termo para quando não se atinge esse patamar hediónico?...
are we not a vessel?
21 de novembro de 2011
20 de novembro de 2011
19 de novembro de 2011
a citar, enquanto choro de rir
Terça-feira, Novembro 01, 2011
pequena quadra fora de horas e do formato
Mesmo aquela chuva mais miudinha
Quase não chegando a ser orvalho
Ajudou-me com espantosa destreza
No que foi um espalho do caralho.
Agora vou descansar e queixar-me para o candeeiro, que esse é que me ouve as lamurias e troca dicas com a almofada.
in http://perdidopelacidade.blogspot.com/
breaking bella
Esta saga começou em 2009 e, desde então que aguardamos em (relativa) tranquilidade pelo próximo filme na esperança (vã, começo a crer) de ver se os realizadores daqueles filmes conseguem superar o que a nossa imaginação e altamente criativa libido construiu à volta da fraquinha escrita da mórmon.
Começo também a crer que o vampiro é bichano, que eu não acho normal que se espere 100 anos para dar uma trancada e ódepois é tudo salamaleques para não magoar a miúda...quersedizer, foda que é foda não é boa sem uns quantos arranhões, nódoas negras e dores nas cruzes...pliss...
Tanta expectativa na cama partida e almofada mordida e coiso e tal...
Valeu-nos ( e vale-nos sempre) o remake em modo on-the-go versão soft-porn que eu e a outra fizemos depois. Nada, mas nada, supera as gargalhadas regadas de lágrimas que se nos afloram no aftermath das películas twiliteiras.
E ainda nos falta o último que só estreia daqui a um ano mas nesse, e a promessa está feita, vamos mesmo levar as pantufas porque, gaja que é gaja, pantufa-se onde e quando quiser
Começo também a crer que o vampiro é bichano, que eu não acho normal que se espere 100 anos para dar uma trancada e ódepois é tudo salamaleques para não magoar a miúda...quersedizer, foda que é foda não é boa sem uns quantos arranhões, nódoas negras e dores nas cruzes...pliss...
Tanta expectativa na cama partida e almofada mordida e coiso e tal...
Valeu-nos ( e vale-nos sempre) o remake em modo on-the-go versão soft-porn que eu e a outra fizemos depois. Nada, mas nada, supera as gargalhadas regadas de lágrimas que se nos afloram no aftermath das películas twiliteiras.
E ainda nos falta o último que só estreia daqui a um ano mas nesse, e a promessa está feita, vamos mesmo levar as pantufas porque, gaja que é gaja, pantufa-se onde e quando quiser
15 de novembro de 2011
8 de novembro de 2011
7 de novembro de 2011
o meu carro de sonho - um Tanque
sabem daquelas situações que vos levam ao limite e ao ponto de perderem amor às coisas e fazer algum muito, muito estúpido?
nada me tira do sério que a falta de civismo, principalmente na estrada. Para além dos aceleras que vos tentam empurrar para fora da faixa rápida da auto-estrada colando-se ao para-choques traseiro, aquilo que me fode o juízo na sua plenitude são os anormais prepotentes que acham que a vontade deles é superior à minha.
AQUELA MERDA É UM TRAÇO CONTÍNUO, OH PALHAÇO!!!!
PASSAS SE EU QUISER!!!!!!!!!!
e achava o anormal que saindo do carro me iria amedrontar...Tss, Tss...olhameste...que não sabe que eu sou nascida e criada em Lisboa, onde condutor que é condutor sabe os bitates na ponta da língua e carrega consigo a barra de ferro, não vá ser preciso "bater" umas ideias na cabeça de um qualquer palhaço que tente alguma gracinha...
dois "senão" impediram-me de enfiar o carro na lateral do carro do outro: o meu filho estar dentro do carro, e o carro que conduzo ser, vá, relativamente novo...
a cara do porra tonta quando eu saí do carro também...AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH
palhaço.
nada me tira do sério que a falta de civismo, principalmente na estrada. Para além dos aceleras que vos tentam empurrar para fora da faixa rápida da auto-estrada colando-se ao para-choques traseiro, aquilo que me fode o juízo na sua plenitude são os anormais prepotentes que acham que a vontade deles é superior à minha.
AQUELA MERDA É UM TRAÇO CONTÍNUO, OH PALHAÇO!!!!
PASSAS SE EU QUISER!!!!!!!!!!
e achava o anormal que saindo do carro me iria amedrontar...Tss, Tss...olhameste...que não sabe que eu sou nascida e criada em Lisboa, onde condutor que é condutor sabe os bitates na ponta da língua e carrega consigo a barra de ferro, não vá ser preciso "bater" umas ideias na cabeça de um qualquer palhaço que tente alguma gracinha...
dois "senão" impediram-me de enfiar o carro na lateral do carro do outro: o meu filho estar dentro do carro, e o carro que conduzo ser, vá, relativamente novo...
a cara do porra tonta quando eu saí do carro também...AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH
palhaço.
5 de novembro de 2011
momento "lassie"
eu sou da geração da lágrima no canto do olho sempre que se fala da Lassie (volta para casa), ou da morte da mãe do Bambi. eu, pessoalmente, vi a chacina num grande ecrã do São Jorge, fiquei inconsolável durante dias, e levei os meus pais à loucura sem saberem o que fazer comigo e com a minha desolação.
a Lassie foi outra que me deixou em prantos. tadinha da cadela que andou aquele caminho todo (desde a Escócia) até à casa da criança...
mata-me, pá...
hoje, num zapping inconsciente, dei com o filme Hachiko. já ia a meio, o que de alguma maneira foi bom porque me poupou ao Richard Gere(não é que não goste do senhor, é precisamente pelo contrário), mas foi o suficiente para me desfazer em lágrimas que insistiam em correr cara abaixo sem hipótese de intervalo para cigarro.
o filme é baseado na história verídica de um cão da raça Akita que, no ínicio do século passado, comoveu uma nação. O Japão, precisamente. Hachiko, o Hachi, era o cão de um professor de uma Universidade japonesa e todos os dias acompanhava o dono até à estação de comboios, e ia buscá-lo sempre à mesma hora. Um dia o Professor sofreu um derrame cerebral e faleceu durante o horário de trabalho. Hachi esperou o dono em vão. no outro dia voltou à mesma hora, e nada. foi levado pela família do professor e após algum tempo fugiu e regressou à estação de comboios onde esperou o dono durante 9 anos e 10 meses. Morreu no sítio onde esperou o dono e, de acordo com a adaptação cinematográfica que acabei de ver, acabou por rever o seu amigo, mas já não neste mundo.
lágrimas pelas bochechas abaixo...
(acabado o filme, corri escada abaixo e fui ter com a minha Francisca)
3 de novembro de 2011
personalidades, a desordem
em 1º lugar com 74% dos votos:
Schizotypal Personality Disorder - individual is uncomfortable in close relationships, has thought or perceptual distortions, and peculiarities of behavior.
em 2º, com 70% dos votos:
Antisocial Personality Disorder - individual shows a pervasive disregard for, and violation of, the rights of others.
e em 3º, com 66% dos votos contados:
Histrionic Personality Disorder - individual often displays excessive emotionality and attention seeking in various contexts. They tend to overreact to other people, and are often perceived as shallow and self-centered.
a ver, então
diz que a gaja não gosta de relacionamentos sérios, é uma cabra e egocêntrica e, atendendo ao mapa abaixo, nada dependente.
...yep, that's about right!
Schizotypal Personality Disorder - individual is uncomfortable in close relationships, has thought or perceptual distortions, and peculiarities of behavior.
em 2º, com 70% dos votos:
Antisocial Personality Disorder - individual shows a pervasive disregard for, and violation of, the rights of others.
e em 3º, com 66% dos votos contados:
Histrionic Personality Disorder - individual often displays excessive emotionality and attention seeking in various contexts. They tend to overreact to other people, and are often perceived as shallow and self-centered.
a ver, então
diz que a gaja não gosta de relacionamentos sérios, é uma cabra e egocêntrica e, atendendo ao mapa abaixo, nada dependente.
...yep, that's about right!
o teste
Personality Disorder Test Results
| Paranoid | |||||||||||||| | 54% | 49% | ||
| Schizoid | |||||||||||| | 42% | 53% | ||
| Schizotypal | |||||||||||||||||| | 74% | 53% | ||
| Antisocial | |||||||||||||||| | 70% | 47% | ||
| Borderline | |||||||||||| | 46% | 47% | ||
| Histrionic | |||||||||||||||| | 66% | 43% | ||
| Narcissistic | |||||||||||| | 46% | 41% | ||
| Avoidant | |||||||||||||| | 54% | 39% | ||
| Dependent | |||||||||||| | 46% | 37% | ||
| Obsessive-Compulsive | |||||||||||| | 50% | 40% |
1 de novembro de 2011
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